Secretário de Educação, Claudio Leitão, discute propostas para a diminuição da violência nas escolas na Câmara Municipal

image_pdfimage_print

“Reunião Conjunta” aconteceu nesta terça-feira (02) com diversas entidades

O secretário de Educação, Claudio Leitão, esteve na Câmara Municipal nesta terça-feira (02) para a “Reunião Conjunta” sobre “Violência nas Escolas”, promovida pela Comissão de Direitos Humanos da Casa em parceria com o Conselho Comunitário de Segurança. Os organizadores convidaram a Polícia Militar para debater a realidade das escolas e buscar soluções que minimizem os índices de violência. Alguns educadores se fizeram presentes, como diretores das unidades de ensino e representantes da Secretaria de Educação (Seme). Guarda Municipal, vereadores, entre outras entidades e segmentos da sociedade civil também participaram da reunião.

O gestor de Educação do município, Claudio Leitão, reafirmou o compromisso da atual administração da pasta em melhorar a realidade educacional da cidade por meio de diversas iniciativas, como o aumento de investimentos e a promoção de novas políticas pedagógicas, integradas com diferentes áreas. “É preciso que tenhamos a visão de que o dinheiro público que vai para a Educação deve ser visto como um investimento, e não como um gasto. Estamos trabalhando para o desenvolvimento de parcerias com o Esporte e a Cultura, a fim de promover iniciativas tanto esportivas quanto artísticas e culturais nas escolas. No entanto, isso depende de uma série de fatores, como a recuperação dos prédios e equipamentos públicos. É preciso que esta seja uma ação integrada do governo municipal, da Câmara e da sociedade civil para que possamos avançar na Educação do município”, explicou Leitão.

Leitão afirmou, ainda, que as políticas públicas devem ser asseguradas por lei para que sejam permanentes. “É fundamental que essas políticas sejam de Estado e não apenas de governo, representadas em lei para que o governante que suceda o outro não fique modificando situações que deram certo. É importante também lembrar que é injusto cobrar apenas do poder municipal, uma vez que é fundamental o papel do governo federal no aumento orçamentário da Educação, principalmente na primeira infância, que é quando a criança forma o caráter e precisa de maiores cuidados, como a garantia de uma alimentação que lhe dê a nutrição necessária para a sua formação, inclusive, neurológica”.

Durante a plenária, alguns educadores e representantes comunitários lembraram que a escola tem um papel pedagógico e não punitivo, e que é por meio da Educação que a realidade pode ser efetivamente transformada. Também foi apresentada pelos participantes a necessidade da união de forças da própria sociedade, criando novas oportunidades que permitam que as crianças e os jovens tenham condições de vida digna, uma vez que a fragilidade socioeconômica é um fator propulsor da violência.

A Coordenadora de Orientação Educacional da Seme, Natália Rocha Casemiro, lembrou que a escola reflete o contexto social na qual está inserida. “A escola é um microcosmo da sociedade. Se ela é violenta, é porque a sociedade é violenta. Precisamos pensar a violência de uma forma mais ampla, a começar pela ausência de investimentos em educação, a precarização do docente e das escolas em todo o país”. A coordenadora lembrou, também, que escola não é presídio. “É um espaço de produção de conhecimento, de artes e esportes, de professor e aluno. Não podemos pensá-la como uma instituição essencialmente disciplinadora, mas pedagógica”.