Projeto Restinga Viva realiza curso de capacitação profissional

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Encerrando as atividades da Semana do Meio Ambiente, professores da Rede Municipal de Cabo Frio participaram do Curso de Qualificação para Educadores Sobre Restingas da Região dos Lagos. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Biodiversidade – BrBrio. O curso, que aconteceu no auditório da Escola Municipal Maestro Rui Capdeville, no dia 8, contou com a participação de profissionais do BrBio, professores e mestres da (Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e de professores das cidades de Cabo Frio, Arraial do Cabo, Rio de Janeiro, Petrópolis e Saquarema. Dentre as pautas apresentadas, preservação das restingas e informação essenciais para os alunos.

Lillian Oliveira, professora de Geografia da Escola Municipal Tânia Ávila, disse que achava difícil mostrar aos alunos a preservação ambiental sem um material pedagógico adequado. “Eu sinto falta de uma proximidade dos alunos com o ambiente. Moramos aqui, fazemos parte desse ecossistema e não o conhecemos. Se nós não conhecemos, não podemos cuidar”, compartilhou, agradecendo o material didático recebido, que “será de grande ajuda nas salas de aula”. A professora informou que pretende estender as aulas para o campo, levando suas turmas para conhecer as reservas. Todas as escolas presentes receberam um fichário com fichas de nomes e informações das plantas e animais da restinga. Esse material deve ser usado com os alunos em sala de aula. Ele contém ilustrações, informações relevantes, curiosidades, desenhos e outros dados que podem auxiliar no aprendizado.

“Não é só informação, é causar aproximação com as restingas”, destacou Simone Siag Oigman Pszczol, diretora executiva do BrBio. “A primeira coisa é reconhecer a importância das espécies que ocorrem na região. Precisamos que as crianças observem quais espécies estão ameaçadas e assim eles podem preservar e conservar mais esses recursos. O primeiro ponto é justamente despertar esse olhar de observação da natureza próxima, porque eles vão dar mais valor a ela. O passo seguinte é o cuidado, não só das crianças, mas dos professores, da comunidade, com a restinga, com o local em que eles estão, ” completou.

A gerente de Projetos Especiais da Secretaria de Educação, Clotilde Fiuza enfatizou que é a oportunidade para praticar o resgate do conhecimento das restingas. “Elas existem e devem ser cuidadas. Devemos fazer com que os professores resgatem isso nos alunos, levá-los para conhecer o que está aqui ao nosso redor”, observa.

A primeira etapa do curso encerrou com uma caminhada na restinga do Peró, com orientação e atividades sobre as espécies encontradas. No dia 21, o projeto terá continuidade, com palestras, dinâmicas e novas conversas acerca do tema.